O medo da morte

O medo da morte afinal tem uma explicação biológica. Lido o artigo no jornal La Vanguardia, chega-se à conclusão que esse medo não é mais que um processo neurológico do ser humano. A complexidade do cérebro humano, e somos o animal mais complexo que existe segundo o artigo, que possui uma capacidade de abstracção tal, capaz de assimilar que há um passado, um presente e um futuro, e que este é incerto. Esta capacidade, adicionada à capacidade de reconhecer emoções e medos, torna-nos nos únicos animais capazes de conceber a morte e formular questões como quem somos, de onde vimos e para onde vamos.

Porque sofremos com a perda de alguém?

O artigo indica que basicamente porque a perda é irreparável. Esse alguém é unico e não reprodutível, nomeadamente em termos biológicos, uma vez que os genes são únicos no mundo.

A ler com atenção…

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32 responses to “O medo da morte

  • Sanxeri

    É tao doloroso que não tem explicaçao. Prefiro nao pensar nisso. Ha pessoas sem as quais nao sei viver.

  • John Doe

    Sanxeri:

    É doloroso e é um facto… O post é só para demonstrar que há coisas que afinal estão na nossa mão, como o controlo dessa mesma dor…

  • immortal

    oh nao sei até que ponto controlamos a dor de perder alguém, pelos menos quem vive tanto o sentimento, e sim, eu tenho um medo irracional, cheguei a ter terrores nocturnos porque as crianças não sabem lidar com a morte, e esse medo ficou smepre em mim, não me imagino viver sem as minhas pessoas, é certo que inevitavelmente já perdi muito do meu mundo familiar, restam as recordações…mas saber que nunca mais vamos ver, nunca mais vamos ouvir um conselho quando estivermos perdidos,é muito mau
    quantas vezes dei por mim a querer uma coisa, ou ouvir a opinião de quem já não está ao meu lado…

  • John Doe

    E não será isso ouvir os conselhos de quem já não está junto a nós? Sabes, dói-me muito mais a dor de quem está próximo que a morte de quem me é querido. Dói-me mais o sofrimento de terceiros que propriamente a partida de quem amo. Tirando um caso em que a dor da partida foi quase insuportável, sempre fui assim com quem me é mais querido. Já vi partir amigos e familiares e é sempre os vivos que me causam mais dor, pela sua própria dor.

    Tento ser racional na dor, até no caso que falei e em que a dor me levou quase à loucura, tentei ser racional.

  • immortal

    sim a dor não nos pode impedir de ser racionais, mas o ser racional nao nos deve impedir de sofrer…
    se é q da p entender

  • John Doe

    Dá para entender perfeitamente. Mas eu uso o racional para tentar sofrer o mínimo possível. Digamos que é o meu mecanismo de diminuir a dor e o sofrimento. O que o artigo me dá a entender é que, além do mecanismo que julguei psicológico, há a possibilide do mecanismo físico…

  • immortal

    talvez tenhamos de sofrer para purgar os sentimentos

  • John Doe

    Talvez por isso guarde para mim todos os meus sentimentos…

  • immortal

    talvez…
    mas nao por demasiado tempo
    o mundo já tem pessoas amarguradas o suficiente…incluindo eu

  • John Doe

    Pois tem. E eu também não me excluo.

    Mas sabes, cada vez mais sorrio. Cada vez mais gosto de andar sozinho por aí. Cada vez me apetece menos dar o flanco. E passado um tempo, já não penso na amargura. Porque o tempo tem o dom de curar muitas coisas. E quase que faz esquecer que um dia fomos magoados, espezinhados, quase destruídos. E estar só faz-me esquecer que há pessoas no mundo que se contentam com o mal dos outros. E cada vez penso que sozinho ninguém me faz mal nem eu faço mal aos outros.

  • immortal

    sim, a capacidade de sorrir eu não perco, o momento a seguir ao meu último sorriso será muito mau mesmo
    sempre mas sempre acreditei que melhores dias virão, os momentos, as coisas, as pessoas más servem sobretudo para nos ensinar
    mas não devemos recear o proximo passo, ter aquele medo, aquele sofrimento antecipado não ajuda mesmo nada

  • John Doe

    Já não receio o próximo passo porque sei qual é. Trago o calculismo matemático à minha vida. Em muitas poucas coisas me deixo ir pelos sentimentos. E cada vez menos. Assim não há receio porque o resultado está calculado. Poderás dizer que há coisas na vida que são incontroláveis, factores que não estão nas nossas mãos. É uma facto, e ao fim e ao cabo, é bom que assim seja. Poderá parecer uma contradição. Mas quando as probabilidades estão calculadas com alguma precisão, os factores externos pouco podem mudar o resultado esperado.

    Tento arrancar ao máximo os factores que não controlo de mim. É assim que o faço na vida empresarial. É assim que o tento fazer na vida pessoal. Estou errado? Não te digo que não. O que é certo é que, para mim, dá resultados expectáveis, diminuídos da dor do sofrimento do gostar. Talvez um dia me arrependa. Mas já me arrependo de tanta coisa na vida, de quando me deixava guiar pelos sentimentos…

  • immortal

    talvez um dia tenhas uma surpresa…

  • John Doe

    Já não acredito em surpresas. Já estou como S. Tomé. Acredito naquilo que vejo. E já vejo tão pouco…

  • immortal

    vês aquilo que queres!

  • John Doe

    Enganaste!!! As vezes vejo é mais que aquilo que quero. Habituei-me a ver as pessoas, mais que as simplesmente olhar. E tantas vezes fingi que não vi, não liguei, passei por cima. E como deves calcular dei com os burros na água.

    Hoje continuo a ver, mas com muito mais cuidado…

  • immortal

    eu tento dar a volta, mas no fundo sou igual a ti, tento é convencer-me do contrario

  • John Doe

    Disse-te uns comentários atrás, se o consegues felicito-te. Eu já não me consigo convencer de nada. A única certeza é que vivo a minha vida como posso e como me deixam.

    E sigo sozinho (e estamos sós tantas vezes no meio da multidão) por esse caminho da vida, até ao dia em que as sortes, deitadas por mim ou pelo destino, ditarem que é hora de regressar a pó…

  • immortal

    talvez eu ainda não tenha sofrido demasiadas desilusões e ilusões que me façam baixar os braços

  • John Doe

    E acredita, rezo eu para que nunca as sintas e nunca baixes os braços. Será sinal que amas e és amada como mereces.

    Mas uma que seja já é demasiado. Ninguém deveria sofrer por amor, amizade ou outro sentimento belo que nos faz viver de forma melhor.

  • immortal

    amar eu não amo com facilidade, mas crio uma tal dependência que já devia ter aprendido umas quantas lições

  • John Doe

    Mas amar é isso mesmo. É depender de alguém. É sentir que do outro lado dependem de nós. Não no sentido monetário. Mas no sentido físico. É poder sorrir com um sorriso, é poder sermos nós, é como dizia uma linha num dos meus filmes preferidos “poderem saber o pior de nós e não se importarem com isso”.

    É não esperarem nem exigirem mais que aquilo que somos, é aceitar tudo o que nos podem dar, porque nos realiza por dentro. É sermos areia e mar, tão diferentes e tão complementares.

    Não se deve amar com facilidade, mas devemos ser fáceis de amar…

  • immortal

    é isso mesmo
    mesmo

  • John Doe

    Eu sei que é. E também sei que é tão difícil de encontrar…

  • immortal

    mas anda algures por aí!!

  • John Doe

    Talvez ande…

    Espero sinceramente que o teu ande, e quando te encontre te olhe com olhos de ver e seja capaz de te amar acima de tudo o resto.

  • immortal

    e tu quando encontrares o teu amor vais reconhece-lo e deixar os teus medos de lado

  • John Doe

    Já não quero reconhecer nada… Sinceramente, o acumular de desilusões é demasiado grande para sequer sonhar com essa busca…

  • immortal

    oh…desilusões acumuladas…quantas queres para troca 🙂

  • John Doe

    Realmente tenho algumas repetidas… (Nem sempre se aprende à primeira…)

  • immortal

    nunca se vai aprender, acredita
    nunca!!

  • John Doe

    Sabes, cada vez mais acredito que não. O repetir de erros passados é uma constante. E não vejo cura para isso…

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