Apetece-me…

… correr e embrenhar-me nos teus braços e deixar a minha face descansar no teu regaço. Imagino só como será o aroma dos teus cabelos fazendo cócegas nos meus lábios enquanto me esforço para alcançar a tua face. Tenho sede de ti sem nunca te ter sequer conhecido, no verdadeiro significado da palavra conhecer.

… descobrir-te em cada milímetro da tua pele, em cada tom da tua voz, em cada brilho do teu olhar.

… ouvir-te por tempos infinitos na imensa vastidão do silêncios dos teus lábios.

… descobrir como se forma cada lágrima tua para saber como a vou transformar no sorriso luminoso que sei que és capaz.

… sentir o tom da tua pele na ponta dos dedos, deixando-os escorregar de olhos fechados, descobrindo cada pedaço de ti. Imagino-me assim de olhos vendados pelo querer sentindo apenas a brisa perfumada por ti encher-me de deliciosas imaginações.

… sentir o sol da manhã na minha face filtrado pelos teus dedos que me afagam o cabelo e descobrir o gosto da tua língua.

… encostar o meu ouvido ao teu peito e adormecer ouvindo o rufar do teu coração.

… apetecer-te.

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44 responses to “Apetece-me…

  • Flowerbomb

    A mim, apetecia-me sentir algo assim… por alguém. Um texto simples e bonito 🙂

  • John Doe

    Obrigado Flowerbomb

  • Anónimo

    Tão bom quando a vida nos faz apetecer algo assim …

    Tenho a certeza que “alguém” receber o recado 🙂
    ( já sei que vais dizer que não há recado nenhum mas sente-se … )

    Anya

  • John Doe

    Anya:
    Não há recado nenhum… 😀

  • Princesa (des)encantada

    A Anya tem razão: há recado sim – para ti. A ti… apetece-te. Que passo não?

  • John Doe

    Princesa:

    Não há recado uma vez que é tudo fruto da imaginação…
    Cada vez acredito menos em sonhos e, portanto, nos seus “recados”…

  • Princesa (des)encantada

    A imaginação, e o sonho, bebem do mais profundo do nosso subconsciente. O que escreves, e a forma como escreves, só pode vir da alma. É por isso que é tão tremendamente bonito. Os recados, ouve quem quer. Olha as tags que usaste…

  • John Doe

    Princesa:

    Não nego que vem do profundo. Não nego que vem da alma. São sentires obviamente ou não fossem os sonhos os mais puros sentires.
    Mas não deixam de ser sonhos, não deixam de ser imaginações. Lá vai tempo em que os sonhos me faziam andar. Já muito poucos me fazem andar mais um pouco. Sou cada vez mais terra a terra, não me deixando embalar pelas histórias bonitas que o meu inconsciente me conta. Cada vez mais levo a realidade ao extremo. A escrita dos sonhos? Apenas um escape, um maneira de eles não me ficarem a bater no consciente levando-me a voar por onde não posso e já não quero. Desisti de sonhar. Será isso desistir de viver? Talvez… Mas o que é viver? Alguma vez vivi? Ou apenas sobrevivi? Não sei as respostas, já não as quero saber.
    Se sou feliz assim? Digo-te que sim. O não andar a sonhar eliminou definitivamente a tristeza de acordar para a realidade. Os sonhos escritos ficam a parecer muito mais impossíveis e então descanso…
    Há quem não concorde comigo, aceito isso.
    Mas lá está, cada um sabe das suas…

  • Princesa (des)encantada

    O que me respondes é do teu consciente, a dura capa da razão inflexível que impuseste a ti próprio. Como já te disse, respeito que seja esse o caminho que entendes melhor preservar-te, que entendes que te permite ser feliz, a viver ou sobreviver. Mas o que sonhas é o que a tua alma deseja sem filtro de razão. Podes não te deixar acreditar que é possível, podes não voar atrás. Mas não negues que são os teus sonhos, porque é a essência humana de ti, que mal seria se não estivesse lá. Tu não desististe de sonhar, desististe de acreditar na possibilidade de realizar os sonhos. É diferente. E tanto assim é que aparentemente escreves os sonhos para tornar essa impossibilidade óbvia, evidente, para te sossegares. Não queres ouvir os recados porque não é o momento certo para os ouvir. Preferes agora o descanso de não ter de lutar por um sonho porque antevês sofrimento inevitável. Respeito, e não te apoquento mais. Só gostava que pelo menos ponderasses a hipótese de um dia procurares essas respostas de que agora não queres saber. Porque, para lá da capa, o que se sente deste lado é que está alguém que merece ser muito maior felicidade do que aquela com que te contentas agora.

  • John Doe

    Não fui eu que o disse, mas já me chamaram de extremamente racional. É um facto que o sou. E já ao longo da vida corri atrás de tantos sonhos e tentei viver tanto deles que me cansei.
    E quanto a essas respostas que falas, já as procurei (lá para o inicio deste blogue está escrito sobre umas experiências que fiz acerca disso). E o que descobri é que não há respostas. Há perguntas para as quais não há uma resposta certa e racional. Há perguntas que simplesmente devem permanecer assim, talvez. Mais ou menos como o que apareceu primeiro, o ovo ou a galinha…
    Quanto ao merecimento, discordo. Olho para trás e pouco vejo que prove esse merecimento. Mas como te disse, não me importa mais. Tudo se resume a viver cada dia com o que tenho, aproveitando tudo o que me é dado. Costuma-se dizer que Ele não dá fardo maior que aquele que conseguimos suportar. Digo eu que Ele também não dá mais que aquilo que merecemos.
    E sim, tens razão. Prefiro o descanso. Sinto-me hoje melhor que há bem pouco tempo atrás, em que andava doido atrás dos meus sonhos e dos meus quereres, sendo o fim previsível e inevitável.
    Mas descansa que não apoquentas em nada…

  • Princesa (des)encantada

    Pois, “não apoquento” era no sentido de não te ocupar tempo, nada mais, que sei que essa capa é muito dura…
    Acho que é demasiado redutor o que ecreveste, entristece-me. “Ele” não dá, de facto, mais do que aquilo que merecemos, porque temos de o merecer indo atrás, não se sabe quantas vezes. Não cai no colo, não.
    Também eu tenho sido acusada por muitos de ser demasiado racional, demasiado fria, e outras coisas mais. O que se passa é que procuro razões e sentidos, sempre, em tudo e em todos – é vital para mim. E por isso sofro. Mas comecei a aceitar que a magia da vida, e da felicidade que ainda tenho esperança de “merecer”, é aprender a viver para lá da lógica, aceitar que há perguntas que não têm resposta, mas nunca deixar de as fazer, continuar a procurar. Sempre. Não desistir de nós, bom conselho que te devolvo…

  • John Doe

    Mas eu nunca desisti de mim. Aliás, prova disso mesmo foi a procura de uma situação em que me sentisse confortável e bem.

    E nunca deixei de procurar nos outros razões e sentidos, tanto que, como já muitas vezes afirmei, sou humano-dependente. Neste momento descanso de os procurar para mim, porque acho que o encontrei. E talvez tenha uma capa dura, mas isso é o resultado da evolução natural da espécie. Após tantas cabeçadas é natural que a coisa se torne uma pouco mais dura. Mas ao contrário de ti, não consigo viver para lá da lógica. Não consigo conceber algo que não me faça um sentido quase matemático.

  • Miquellina

    Finalmente o Post que eu mereço!!!!

    😉

  • Miquellina

    Esse sorriso maroto diz tudo!!!

    Beijo grande

  • John Doe

    Beijos Miquellina

  • Princesa (des)encantada

    Se achas que viver nessa negação é não desistir de “ti”, como ser humano completo, pois seja… A mim, como disse, entristece-me.
    Se calhar não me expliquei bem – eu não consigo “ainda” viver para lá da lógica, mas acho que se deve tentar lá chegar. Questionando, duvidando, procurando sentidos e razões, aprendendo pelo caminho e também protegendo-nos, claro, mas sem nos fecharmos. No dia em que encontrares “amor de facto” seguramente não lhe encontrarás um sentido matemático, mas seguramente encontrarás um sentido transcendente para outras coisas que não entendes hoje. E se se cruzar no teu caminho como se cruzou no meu, por causa da dura capa e da busca da lógica, não vais saber vivê-lo, não entenderás, não o deixarás entrar. Até as frinchas mais pequenas vai tapar. Se calhar já é isso mesmo que te aconteceu. Que sei eu de ti?… de mim, sei que doeu.

  • John Doe

    Não fiques triste… Não vale a pena…

    Já vivi eu para lá da lógica. Ou melhor, tentei viver. Não me dei nessa falsa realidade. Hoje para mim 2+2=4 e nunca poderá ser 5…

    E acredita, doeu-me mais querer e não poder que nem sequer querer…

  • Sininho

    O que escreves trespassas-me, tal é a forma como te leio no meu paralelo consonante.

    “Escreves-me a alma ou sinto-te dizê-la para mim. Oico-te nos teus silêncios quando me escutas. Recebo-te quando voas sobre a minha pele e te mergulhas no meu corpo e te afundas no meu beijo. Sei quando me custa a respirar porque me roubaste o ar. O meu, o teu que deixaste em mim, fico sempre à espera que mo devolvas, morno, doce, forte, perene.
    Nesses momentos em “pausa” segues em câmara lenta comigo para onde me fazes feliz.

    Pergunto-me, Abraças-me antes de adormecer?”

  • John Doe

    Escreves o que penso. Poderei dizer o mesmo, que me trespassa o que escreves porque as similitude são mais que meras coincidências.

  • Sininho

    Engraçado como o tempo tem dobras e se contorce em iguais. Clonando-se em vidas no imenso original e único que que elas transportam.

  • John Doe

    Leva a pensar nos universos paralelos. Leva a pensar, como escrevi por aqui algures, nas problemática da divisão de almas.

  • Sininho

    Sim, Gentes, almas e momentos. Naqueles que no seu pior e melhor carecem de originalidade pelo que são vividos na essência por tantos outros , remotamente até, numa síncrone linha invisível.
    Replicam-se infinitamente na fome e abundância, na dor e no júbilo. A normalidade que não é excepção, mas , que no microcosmos que somos, vivemos o privilégio ou a sentença de nela sermos únicos. E às vezes, quase numa conspiração do universo, encontrarmos pares que nos tocam e em cumplicidade arcana, quase que como numa missão escondida, comungam infinitos.

  • John Doe

    É nessa comunhão infinita que todos os sentimentos estão no auge, os sentidos alertas e a razão sucumbe perante o peso da paixão.

  • Sininho

    …e não dizemos “ARMANI”

  • John Doe

    Posso usar eu?

  • Sininho

    Nããããããuuuuuummmmm!!!!!

  • John Doe

    Posso pois…. É o meu preferido…

    Cheira a pecado…

  • Sininho

    váde retro! Usa então bem longe de mim!

  • John Doe

    Não gostas dos cheiro do pecado? Aquele aroma que nos mexe com cada célula do corpo de um forma tal que nos faz voar em ideias de voluptuosas luxurias? Que nos faz quase arrancar a roupa e consumar actos de paixão sem ligar a espaços e horas?

  • Sininho

    Gosto, inebria-me, enlouquece-me e cega-me. Sou sensível às feromonas. É nessa triagem selectiva que o meu DNA é compatível.

  • John Doe

    É sempre bom saber essas coisas… 😀

  • Sininho

    Case study.

  • John Doe

    Eu sou um pessoa estudiosa. Gosto de ir a fundo nas questões, ver os seus meandros. Gosto de “apalpar” para saber por onde me movimento…

  • Sininho

    por onde te movimentas a minha ajuda é limitada, mas acredito que saberás encontrar os teus caminhos. 🙂

  • John Doe

    Eu movimento-me sempre por onde me deixam movimentar… 😀

  • Sininho

    Sortudo!

  • John Doe

    Ou não… Tem dias que quero movimentar e não me deixam…

  • Sininho

    Ele há gente cruel!!!!

  • John Doe

    Há. Lá isso tenho que dizer que sim. Mas também vão para as cama descalças para castigo…

  • Sininho

    ?????
    Que purgatório esse das infâmes, quem aguenta ir descalça para a cama e não levar os jimmy choo????

  • John Doe

    Azar. Que vão… Eu é que não quero os dedos marcados na cara….

  • Sininho

    MAINADA!

  • John Doe

    Ora pois então…

    Ehehehehehe

    😛

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