Sentidos

Sinto-te na ponta dos dedos que te percorrem a pele de fio a pavio. Sinto-te na ponta dos lábios com que te beijo sem fim. Gosto de sentir quando perdes a tua noção do espaço, do ser. Quando nada mais importa que não seja o sentir. Que a razão ou a direcção do mundo não interessa. Quando tudo se resume a fechar os olhos e vaguear na imensidão dos sentidos apurados, alertas pelas extremidades nervosas em alvoroço. Gosto que te mostres na vulnerabilidade de seres mulher e nada mais, que as fraquezas e forças, que as dores e razões desapareçam como que por magia. Gosto quando te soltas no confinado espaço entre o teu corpo e o meu. Gosto quando és pura e simplesmente minha. Gosto quando voas e me fazes voar nas asas do querer. Quando fazes do teu desejo arma de libido, quando fazes do meu querer tortura consentida.

Sabes, gosto de ti…

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