Sentimentos

Há sentimentos que nos preenchem de uma forma tão grande e avassaladora que nos fazem tremer nos nossos próprios alicerces. Somos compelidos a sonhos belos, alucinantes, quadros ternos de cores suaves e melífluas, pinturas de cores quentes mas doces. Somos o que somos no tempo e no espaço, presos ou livres, com amarras ao cais, mas que podem ser cais de partida ou de chegada. Cordame grosso e pesado que nos faz ficar ou que nos deixa ir depois de largados do pilar de ferro ferrugento, corroído pelo ar e pelo sal. Há sentimentos que nos fazem querer partir a corrente da pesada âncora que nos fundeia. Há ventos que nos trazem notícias de outras paragens, de outros portos, que nos fazem queres ir por mar adentro rumo ao infinito do horizonte. E depois temos as ondas e os medos dos monstros marinhos que não controlamos.

Mas mesmo que fiquemos, há sal que se entranha na pele que nunca mais irá sair, há velas enfunadas mesmo que em navio parado, há sentimentos que não nos largam e que nós próprios queremos que não nos larguem.

A ti, meu vento, minha maresia, minha onda de loucura, meu pôr-do-sol morno. A ti minha brisa e meu respirar, minha água doce, meu batel salva-vidas. A ti te adoro. A ti te gosto. A ti te quero. A ti quererei sempre. A ti não te deixarei nunca.

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8 responses to “Sentimentos

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