Da alma

Rascunhos novos que se vão fazendo no dia-a-dia, em solavancos mais ou menos compassados, rabiscos de futuros que não se sabe bem quais são. Algo novo vai despertando na incerteza porém do que está atrás da próxima esquina. Planeamentos que não se podem (ou não se querem!!!) fazer e eu, calculista de tempo, a andar sobre corda bamba. Sensação estranha esta de que falta chão mais firme onde poisar os pés grandes. Mata-se tempo no sabor dos cigarros, castelos no ar que vão ruindo e reconstruindo no passar ligeiro dos segundos, num tempo finito do qual não se vê o fim. Para-se na tentativa de vislumbre do fim do caminho mas apenas novas esquinas, difíceis de dobrar (quase tanto como há seculos o Bojador), na certeza porém de que as virarei ou morrerei a tentar…

Da alma o sinal que tudo correrá bem, alívio no peito como sinal que tudo terá o seu rumo. Mas a cabeça, esta treta a que chamam razão, puxando ao buraco escuro dos pessimismos de passados ainda presentes. Difícil o caminho, empedrado, de pedra levantada prontas para a rasteira. Cuidados extremos que se têm, não se evitando porém os tropeções que levam quase quase à queda. Mas continua-se, mais atento e mais medroso.

A vida? Vamos andando e vendo…

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