Barcos navegantes nos mares mansos do tempo que fluí, velas ao longe recortando um qualquer pôr-do-sol, navegante de outros mares que não este. Porto distante, que o olhar não alcança e os braços não lhe chega. Cais sujo e lodoso que me aguenta os joelhos que o molda à força da gravidade. Promessas que voltam, promessas que nunca deviam ter sido quebradas. Volta a dor de ver partir, do último empurrão ao batel para que navegue e deixe o baixio que o prende a este cais tão inseguro.

Volta o silêncio, o chão frio no escuro quadrante que me envolve.

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