Apetece-me estar contigo agora. Aí mesmo, encostado aos teus joelhos. Talvez com um livro na mão, ou com o portátil nos joelhos, ou simplesmente sem fazer nada que não seja admirar-te.

Não são raros os momentos em que te fico em contemplação. És bonita, sabes disso, mas és tão mais que isso. Dá para ficar embevecido apenas por ter o prazer de te olhar, de te descobrir cada sinal na pele, cada expressão nova, cada olhar perdido ou nem tanto. Percorro-te com o olhar, leio-te, sei-te…

Sabes-me bem em cada instante, consigo descobrir-te novos a cada segundo, consigo até ir de encontro ao que pensas apenas pela luz do teu olhar.

Apetece-me estar aí agora, onde estás neste momento, não sabendo onde…

Mas vejo-te ainda assim, sentada, talvez olhando o infinito do lado de lá da janela, talvez com uns papéis pela frente que não tens vontade de ver, talvez mordiscando a ponta da caneta recostada na cadeira. Mesmo assim estaria encostado nos teus joelhos.

Transporto-me até aí. Deixo-me ir pelo ar e poiso vagarosamente nesse chão que pisas.

Mesmo que não me notes, mesmo que não me sintas, eu estou.

Sempre.

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