Dos fiordes

Abraço-te, trago-te ao meu peito e deixo-te repousar.

Sonhos, eu sei.

Mas abraço-te na mesma. Trago-te para dentro desta muralha, deixo-te ficar por entre os meus braços e tento proteger-te. A tua calma pacifica-me, o teu amor alimenta-me, tudo quando dás eu absorvo.

Egoísta, eu sei.

Sabes-me bem, delicio-me em cada momento, em cada palavra que tenho o prazer de ouvir ou de ler. Sinto-te na forma como abnegadamente me iluminas. És fonte luminosa, incandescente, partículas de oiro esvoaçantes que se reuniram e te deram forma, tesouro nobre e imensurável.

Ai…

Sinto-te aqui, dentro do peito que quer abrir, dentro desta boca que calada quer gritar, dentro destes olhos que se prendem sem poder carpir, neste nó de garganta que não desata. Respira-se a custo, que a privação de ti faz o ar rarear e o peito aperta-se em reacção até as costelas doerem. Mas abraço-te, não te deixo ir. Ficas aqui, comigo.

Em sonhos, eu sei.

Com aversão a sempres e a nuncas, fazes-me sair dos lábios as palavras sem pudor.

Sempre.

Para todo o sempre.

Tens-me sempre, para o eterno, para o tempo que viver e depois disso.

Sempre.

Sempre.

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