Monthly Archives: Junho 2010

Balanços.

Em alguns pontos da minha vida paro e faço balanços. Balanços do que sou, do que fui, do que fiz e não fiz ou deveria ter feito (estes últimos tão importante de saber como o que fiz), onde estou, para e por onde quero ir.

Olho para mim e sinto-me mais só. Não que me falte quem me acompanhe, alguns poucos e enormes, acompanham-me no passar do tempo, no calcorrear dos caminhos que se perfilam mas, nalguns passos, essenciais e não só, olho para o lado e ninguém vejo. Culpa minha? Sim, claramente.

Não me posso queixar, e não o faço, das minhas escolhas. Constato apenas factos. As lutas internas nas encruzilhadas são minhas e de mais ninguém e, por isso mesmo, por escolha própria, as resoluções também o são. Não posso assim, propositadamente, distribuir culpas. São minhas e eternamente minhas.

Neste momento, saio eu de um encruzilhada onde, mais uma vez, escolhi. Bem ou mal, não o sei, talvez o futuro me dê razão no que escolhi e, vai daí, talvez não. E as escolhas trazem sempre consigo pensamentos contraditórios, imaginações do que poderia ser se a escolha fosse diferente, novas e duras batalhas internas. Mas, como sempre, há alturas em que é necessário guardar em caixas fechadas à chave um conjunto de sentires e de seres.

É o que faço neste momento…

Esta caixa é especial, tem lá dentro o melhor que consegui ser, um sentimento puro e duradouro, porque apesar de colocado dentro da caixa, o sentimento não se apaga da memória. É uma caixa cuja chave guardo num bolso muito especial junto ao peito, uma caixa que não conseguirei que esteja fechada ad eternum, que terei necessidade de a espaços ir abrir um pouco e deixar-me viver o tanto que fui e senti. Esta paixão que ainda sinto, e arrisco-me a dizer que não vou conseguir, nem quero, apagar totalmente de mim enquanto ar, por mais pouco que seja, me encha o peito, não pode existir mais. Com esta caixa, encerro-lhe também algumas coisas mais. Há palavras que não voltarão a ser ditas, há letras que não voltarão a ser escritas, não porque não tenha vontade de as libertar, mas porque é assim que deve ser feito. Nesta idade que tenho, que não conto pelo número de suspiros que o corpo já deu, mas pelo que fui em cada um deles, chego a um momento em que o corpo e, mais que o corpo, a alma se extenua do tanto que já passou. Dirão alguns que ainda é pouco, outro dirão que já foi tanto. A verdade é que uns e outros não poderão nunca perceber porque não viveram nada da forma como eu vivi. Não lhe conhecem intensidade ou valor, não lhe conhecem os desgastes ou os sabores de vitória.

É tempo então de fechar essa caixa e de a colocar em lugar especial.

É tempo de calar e sossegar.

É tempo de me colar às sombras das paredes na tentativa de nunca mais de lá sair (mais uma escolha minha para um caminho que não me é totalmente estranho).

Seja o que Deus quiser, na promessa que cuidarei de fazer boa viagem.

Até um dia destes…

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Beijo-te

Nesta noite que corre no seu vagar, morna como a tua pele, sonho-te de olhos bem abertos. Pinto-te mais uma vez, que são tantas, em pinceladas de uma suavidade que é estonteante, que me deixa sem ar e, mesmo assim, não consigo descansar enquanto a obra não se acabar.

Pinto-te em traços doces, em que as minhas mãos servem de olhos por onde passam, onde sinto cada pedaço do teu ser.

Sonho que faço desaparecer cada pedaço de textura que me afasta do tépido da tua epiderme, arranco de mim em urgência as minhas e sinto-te no abraço que conseguimos moldar a parecer unos. Sonho que te lanço as mãos abaixo dos teus ombros e te levanto em peso, deixando-te o peito à mercê dos meus lábios, que beijo em delicadeza sentindo o rufar do teu coração nos lábios que te tocam. Desço-te no resvalar electrizante dos corpos e sinto-te com a tua cabeça pende em direcção à minha, com o teu cabelo tapando-nos do mundo exterior, transportando-nos ao espaço que não pertence a mais ninguém. Sinto-te os olhos fechados, que os meus também estão e delicio-me com o colar do teu lábio superior no tocar do meu nariz. Sinto-te as mãos que se seguram nos meus ombros quando finalmente as bocas se aproximam e se beijam num toque suave e seco que precede aquele instante em que se sente o respiro quente em que as bocas se entreabrem e se unem num beijo demorado e terno.

Sinto-o como se estivesses aqui, bem junto a mim, transformando mais um sonho na realidade tão desejada.

Escrito ao som de Brandon Flowers


Do Amor…

“O amor é dos suspiros a fumaça; puro, é fogo que os olhos ameaça; revolto, um mar de lágrimas de amantes… Que mais será? Loucura temperada, fel ingrato, doçura refinada.

Romeu & Julieta


Navegando nos dias

Navegando nos dias, voando em nuvens coladas a cuspo, na tentativa de suster o peso dos castelos construídos.


Há coisas que outros dizem melhor que nós…

Grande Palma…


De volta ao rodar…

The reason I survive…


Viva!!!!!

Precisa-se de repicar a vida…