Do Amor…

“O amor é dos suspiros a fumaça; puro, é fogo que os olhos ameaça; revolto, um mar de lágrimas de amantes… Que mais será? Loucura temperada, fel ingrato, doçura refinada.

Romeu & Julieta

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2 responses to “Do Amor…

  • Teresa

    Olá querido Francisco.
    Vou ventilar um apoquento, deixas..? 🙂

    Sabes que gosto de finais felizes. Daqueles que nem por isso tenham de ser arrancados em soluços à dor. A imaginar perpétuos, que estes sejam doces, que as rugas se deixem marcar num sorrir , sem sulcos a apontar para os queixos em sombras fundas e amargas.
    Pronto, não gosto do Romeu nem da Julieta , nem dos sucedâneos que deviam dar nome a síndromes e patologias psiquiátricas.
    Se o amor não tivesse uma pitada de tragédia, será que o combustível dos poetas era tão carburante e inflamável?
    Repara, há tempos conheci a história de um casal que me atormetou pela sua insanidade, recentemete, e para grande surpresa minha da panemia que por aí assola, outras partilharam o mesmo palco e trama.
    Cá vai: Eis que numa teia de sucessivas tensões e desencontros, os parceiros, esticam ciclicamente e em desassossego a vertigem da ruptura entre ambos. Mas há perfídia – Esta acontece apenas para que a jusante possam subliminarmente estimular a catarse da reaproximação, assitindo em pranto carpido ao (quase) último fôlego de um estretor que nunca parece finar-se, e rejubilarem juntos e renascidos ao ver levantar-se um lazarento moribundo, revigorado em rosetas e energia pujante e vitaminada.

    Esperanças malogradas à parte dos Capuleto e Montecchio, há coisas que não se deviam ensaiar, menos ainda praticar.

    Amor.. O amor é lindo. A tormenta e tragédia não.

    Beijo enorme querido.

  • Francisco

    Olá querida Teresa.

    Claro que sim. Já o disse aqui, esta casa também é tua…

    Também não sou fã do Romeu e Julieta, que não seja apenas pela perspectiva romântica que emana das palavras ditas de forma diferente. Mas gostei desta pequena passagem, por isso a transcrevi para aqui.

    Perguntas tu se como Amor não deve ter uma pitada de tragédia. Tem sim. Tudo na vida tem uma dualidade (já o disse por aqui também). A cara tem a coroa, a vida tem a morte, o ying tem o yang. No Amor (naquele verdadeiro, que nas tuas belas palavras deve deixar rasto de rugas do sorrir) vem a dor. No meu entender, é essa dor que nos mantem despertos para o bom que é a bonança de um braços que nos acolhem na mansidão de um noite finda de um dia difícil.

    Essa história que conheces, é importante saber se o revigorado não é apenas o mascarar de algo mais. Sabes, é que conheço eu também algumas histórias semelhantes, que por valores maiores que aqueles que se imaginam, deixam cair a catarse obrigando-se ao vulgar recolher. Dizes bem, há coisas que não se deviam ensair e menos ainda praticar. Mas, e há sempre o raio de um “mas”, há valores que mais são que simples enumerar.

    O Amor é lindo, não o duvido por um segundo. Sei-o porque o sinto, mesmo que com ele se sintam tormentas e tragédias. Mesmo no meio delas, é o Amor, esse que sinto, que me faz sobreviver aos dias difíceis, me dá abraços no meio das nuvens e me faz voar com pós de perlimpimpim. Agradeço-o a essa Mulher, que é maior que qualquer pensamento e que me encanta nem que seja apenas com as imagens que um dia bom deixei a minha retina fotografar, com o sabor que ainda se recorda colado aos lábios, com o ainda sentir as suas costas na ponta dos meus dedos.

    Beijo enorme minha querida.

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