Monthly Archives: Outubro 2010

Anúncios


Há muito que não escrevo nada. Há mais tempo ainda que não fotografo. Sinto saudades de ambos, mas sinto os dedos tolhidos, enferrujados pela pausa a que me obriguei.

Sinto que acumulei demasiado e agora não sai. Mas sinto saudades. Sinto falta de falar, de mostrar, de captar. É parte de mim que não consigo dissociar. É tempo de ordenar tudo e voltar. Talvez mais maduro, mais ciente do que escrever e fotografar.

Neste tempos houve algumas aprendizagens, duras como todas as verdadeiras são, e que me fazem ficar mais recolhido ao silêncio, esse “amigo que nunca trai”, como dizia Confúcio.

E como eu tanto gosto do silêncio…

Muitas pessoas há que compreendem os meus silêncios como sendo eu no esconder de mim. Mas não é assim. Os meus silêncios também comunicam o que sou. Gosto de me organizar mentalmente, de me preparar para o passo seguinte, se bem que nem sempre bem conseguido. Ou é apenas o cansaço de uma vida que, por muito que me custe, não consigo parar.

Há ainda aquelas que nem sequer o respeitam e tentam, por todos os meios e olhando apenas para os seus interesses, interromper. Para essas o silêncio, que poderia ser momentâneo, torna-se eterno. A essas resta-me ignorá-las… Quem não me respeita não tem o meu respeito.


Como un caballo cansado de las lides del día que no termina jamás, mi siento en la piedra virada a la calle por donde pasan tantas et tantas personas que no me miran.

Un artista no es artista por sí, porque arte no está en sus dedos más si en todas las cosas que coloca en la tela blanca.

Puede ser una hoja de papel o una pared encalada o simplemente la imaginación que planea por lo espacio desierto.

Porque las líneas lo existen ya. Lo artista sólo coloca un nuevo fundo en toda la pintura, del rojo al azur, del negro hasta lo gris más suave, un verde con toque de amarillo o un naranja fuego.

Ay, quedo-me aquí, con ojos mojados por unas lágrimas que vierten en lo silencio de una calzada tan pasada.

Aquí sucumbe el tiempo.

Aquí agonizo yo.

 


Μισιρλού μου, η γλυκιά σου η ματιά
Φλόγα μου ‘χει ανάψει μες στην καρδιά.
Αχ, για χαμπίμπι, αχ, για λε-λέλι, αχ,
Τα δυο σου χείλη στάζουνε μέλι, αχ.

Αχ, Μισιρλού, μαγική, ξωτική ομορφιά.
Τρέλα θα μου ‘ρθει, δεν υποφέρω πια.
Αχ, θα σε κλέψω μέσ’ απ’ την Αραπιά.

Μαυρομάτα Μισιρλού μου τρελή,
Η ζωή μου αλλάζει μ’ ένα φιλί.
Αχ, για χαμπίμπι ενα φιλάκι,άχ
Απ’ το γλυκό σου το στοματάκι, αχ.