23 February, 2011 01:55

Um “ai…” vindo do nada, assim com se uma brisa passa-se por mim, trazendo à memória tantas dessas que se construíram, pequenos momentos que valem mais que riquezas. Espalma-se no ar e volta aquela sensação perenal da maciez de uma pele que se acende, aconchega e deleita.

Sinto como se fosse, saboreia-se o ar que fica cerrado de desejos que são quase incontidos, espreguiço-me num chão frio que num repente parece queimar como as brasas rubras que almejam ficar em chama intensa, mas que se ficam pelo simples esboroar até ao pó se reduzirem, tão frágil e leve que o simples respirar o eleva até ao infinito.

Sobe por mim esse calor, amorna-me a pele, fecha-me os olhos e faz-me ser outra vez…

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