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Riscos

Correndo o risco de ser severamente punido com arrancar de unhas, empalamento e exposição da cabeça guilhotinada numa qualquer rotunda do burgo…

…tenho saudades do inverno.


Desabafo…

Milagres? Peço desculpa, mas não faço.

Questão mínima de incapacidade limitante…


Tempo…

Como fósforo, o tempo vai passando quase sem se dar por isso, principalmente quando quem nos acompanha ao longo desse tempo no enche de um carinho e ternura imensa.

És meu eterno, por muito mais tempo que aquele que é possível contar. Guardo-te em caixinha de madeira exótica, entre folhos de cetim debruados a ouro. Guardo-te em cru, na essência que me rodeia. Guardo-te nos cheiros, nos gostos, nos risos e nas lágrimas, nas saudades das partidas e na felicidade dos voltares, no rodopio de um abraço e num beijo a duas mãos, sempre, até sermos velhinhos…


Ouve…

… com o coração. É assim que te sinto benfazejo meu, todos os dias da minha existência de há tanto tempo para cá e para sempre minha.


Do nada…

Assim, do nada, há muitos poucos dias, cresceu em som esta melodia.

Primeiro, num rádio e senti saudades.

Depois, alguém com um pequeno pífaro, fez ecoar as notas de uma varanda de um qualquer prédio vizinho e voltei a sentir saudades…


Uma profunda tristeza invade-me o corpo e o espírito.

Como aquela de ficar em cais acenando a um navio que parte, quando o nosso desejo era seguir com ele.


Curiosidades…

Hoje é o dia mundial do beijo.