Tag Archives: Reflexões

Staff Benda Bilili

A ouvir com muita atenção e aprender alguma coisa…

(Estarão presentes no Festival de Musicas do Mundo de Sines, onde infelizmente não poderei estar…)

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Das cargas…

Dizem que Deus não dá cargas maiores que as podemos suportar.

Pelos últimos tempos começo a duvidar e muito…

É um acumular incrível…


1 March, 2010 20:12

Houve tempos em que desejei a morte mais que a vida. Não vai assim há tanto tempo como isso…

Não que não me lembre dela a espaços (a companhia de tanto tempo não se esquece assim), mas hoje vejo-a diferente. Companheira sim, sempre (ou não fosse para mim o cúmulo da simplicidade), mas de contacto menos frequente. Conversas casuais apenas.

É que nos últimos e maravilhosos tempos aprendi coisas novas, que não sabiam que existiam, que foram diferentes, que me fazem diferente.

Afinal há coisas boas por aqui.


Barcos navegantes nos mares mansos do tempo que fluí, velas ao longe recortando um qualquer pôr-do-sol, navegante de outros mares que não este. Porto distante, que o olhar não alcança e os braços não lhe chega. Cais sujo e lodoso que me aguenta os joelhos que o molda à força da gravidade. Promessas que voltam, promessas que nunca deviam ter sido quebradas. Volta a dor de ver partir, do último empurrão ao batel para que navegue e deixe o baixio que o prende a este cais tão inseguro.

Volta o silêncio, o chão frio no escuro quadrante que me envolve.


Puzzles…

Deu-me para os puzzles novamente…

Depois de uns quantos e de um interregno de talvez um ano, novamente a necessidade da lentidão no formar um qualquer desenho, debruçado sobre uma mesa até as costas doerem…

Ver surgir lentamente uma imagem, algumas vezes com um som em fundo, permite prender a mente, não a deixar zarpar, focalizar no preenchimento dos espaços vazios.

Como na vida…


As árvores também caem…

Hoje, num passeio pela serrania, agradável e alegre, houve momentos em que me deixei ficar para trás, na solidão do caminho, observando tudo o que me rodeava. Passei por árvores caidas, de raizes nuas, pedras quebradas e corpos tombados em descanso. Arrancadas à sua essência, ao que as sustentava, ao que as prendia, tombavam vítimas da idade ou da intempérie.

Durante tanto do caminho, a frase que as árvores também tombam…


Despedidas…

Adeus é uma palavra que não uso. Fico-me por um “Até já” ou um “Até logo”. Se a despedida for por mais tempo sai um “Até breve” ou “Até sempre”. Um adeus para mim é definitivo, é entregar a Deus, é nunca mais poder ver (porque sentir, sentimos sempre). Por isso nunca digo “Adeus”. É sempre uma palavra proibida até ter sentido.

Isto vem porque de alguma forma nos últimos tempos me tenho sentido saudoso de algumas pessoas a quem a disse. E saudoso porque foram pessoas tão mais sábias que eu, que tinham um capacidade de intuir e de aconselhar, de observar mesmo quando nada era dito, de saber sem conseguir explicar o como, que tinham palavras que tantas vezes não compreendi mas sabiam que um dia eu saberia. Hoje sei algumas, mas ainda não todas e, mesmo assim, falta-me a presença com o olhar doce e atento, protector e amigo.